Endometriose

Por Dr.Orlando Monteiro Jr.


Endometriose, a presença de tecido endometrial ectópico, afeta 25% a 50% das mulheres inférteis. A endometriose é uma doença sintomática em até 90% dos casos, caracterizando-se por cólicas menstruais intensas, dor profunda à relação sexual, dor para evacuar e urinar, podendo também ter presença de sangue "vivo" nas fezes e na urina no período menstrual. A dor pélvica crônica (dor em baixo ventre por mais de seis meses) não associada à menstruação pode ser uma sintomatologia da endometriose. Na mulher infértil com endometriose a dor pode ou não estar presente.
Não há correspondência dos sintomas com a gravidade das lesões endometrióticas. Segundo a literatura médica especializada a evolução da doença endometriose é incerta, podendo ser progressiva, estável ou até mesmo regressiva.
As pílulas anticoncepcionais hormonais sabidamente minimizam os sintomas de dor associados à endometriose, deste modo, usuárias de pílulas desde a adolescência podem passar anos sem conhecimento da existência, e da progressão da dismenorrtia intensa, o que contribui para o atraso do diagnóstico.

DIAGNÓSTICO:
História clínica, exame físico e exames de imagem (ultrassonografia transvaginal pós preparo intestinal e ressonância magnética) são ferramentas diagnósticas atuais. Tanto a ultrassonografia transvaginal como a ressonância magnética podem não detectar lesão alguma em estágios iniciais, ou seja, endometriose mínima e leve, segundo a classificação revisada da American Fertility Society.
O diagnóstico de certeza é feito somente pela videolaparoscopia (com o anatomopatológico).

TRATAMENTO:
Antes de iniciar qualquer tipo de terapêutica é fundamental estabelecer os objetivos; que se resumem em assegurar o bem estar da paciente.

  • Sem sintomas: seguimento e prevenção;
  • Dor importante: tratamento clínico ou cirúrgico;
  • Infertilidade: obter uma gestação.

Deve se priorizar a paciente e o casal, e não a lesão localizada de endometriose. Qualquer intervenção cirúrgica sobre os ovários pode causar dano ao patrimônio ovular, principalmente na exérese (retirada) dos endometriomas (cistos de endometriose no ovário) levando a diminuição da reserva ovariana, o que pode comprometer a fertilidade futura.
O tratamento da infertilidade na mulher com endometriose, na maioria dos casos, é realizado por técnicas de reprodução assistida (inseminação intrauterina ou FIVlICSI).


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