Pólipo endometrial

Por Dr.Orlando Monteiro Jr.


Pólipos são projeções da mucosa do útero que apresentam uma base vascular como sustentação. Podem ser divididos em cervicais e endometriais.
A prevalência de pólipos endometriais na população geral feminina é estimada entre 10 e 25%. Em mulheres com sangramento menstrual anormal, a probabilidade de ter um pólipo endometrial varia de 10 a 30%.
Em pacientes assintomáticas acima de 30 anos a prevalência dos pólipos endometriais é de 10%, e o diagnóstico é feito por meio de ultrassonografia transvaginal de rotina.
O pólipo endometrial é uma das causas de infertilidade, e a sua retirada melhora os índices de gravidez. Ele pode estar associado ao câncer de endométrio, com taxas, segundo a literatura médica, que variam de 0 a 4,8%, sendo fatores de risco associados: o estado menopausal, a obesidade, hipertensão arterial e diabetes. A taxa de malignização do pólipo endometrial está em torno de 0,5% ao longo dos anos.
A mulher portadora de pólipo endometrial pode ter como queixa sangramento menstrual anormal, infertilidade, ou ser assintomática. O rastreamento da doença é feito por meio de ultrassonografia transvaginal e histerossonografia.
O padrão-ouro tanto no diagnóstico quanto no tratamento do pólipo endometrial é a vídeo-histeroscopia. A curetagem uterina, por ser um procedimento feito às cegas, não deve ser indicada para diagnóstico ou tratamento do pólipo endometrial.
A vídeo-histeroscopia é um procedimento moderno em que o médico ginecologista habilitado identifica o pólipo endometrial, sua localização, número, tamanho, coloração e superfície, e faz o tratamento, ou seja, a exérese polipectomia. A polipectomia vídeo-histeroscópica é um procedimento de baixa complexidade e rápida execução, com retorno da paciente às atividades habituais quase que imediato.


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